domingo, 28 de julho de 2019

José do Patrocínio Barra


JOSÉ DO PATROCÍNIO BARRA nasceu no dia 20 de agosto de 1882, no município de Apodi/RN, filho do casal José de Sousa Barra e Maria Egídia da Conceição. 

Foi casado com Antônia Mafalda do Patrocínio(filha de Pedro de Souza Barra e Maria Eduvirgem de Souza Barra), e tiveram  os seguintes  filhos: Francisco das Chagas do Patrocínio, José Firmo do Patrocínio, Ramiro Paulo do Patrocínio e Joana de Freitas.

José do Patrocínio trabalhou como professor, foi advogado prático e foi funcionário público federal, e  participou dos acontecimentos políticos de sua época.

Em março de 1937, elegeu-se vereador na cidade de Apodi, sendo empossado no dia 01º de agosto do mesmo ano, e foi escolhido por seus pares para ocupar o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal de Apodi, que tinha como presidente o vereador Pedro Noronha.

Porém, teve seu mandato interrompido em outubro daquele ano, em virtude da instauração da "Ditadura do Estado Novo", implantada pelo Presidente Getúlio Vargas, que fechou as Câmaras Municipais de todo o país.

Apesar da breve passagem na vida pública, José do Patrocínio Barra foi um dos vereadores mais atuantes e apresentou diversos projetos em prol da comunidade do Brejo, dentre os quais, destacam-se: a criação de uma feira  aos domingos; criação do Distrito Administrativo do Brejo e seus limites; criação do cargo de guarda fiscal do Brejo. Além disso, participou de uma comissão responsável pela elaboração do Regimento Interno da Câmara Municipal.

A Câmara Municipal daquela época era composta pelos seguintes edis: Pedro José de Noronha, Ignácio Gabriel Maia, Raimundo Régis Cavalcanti, Sebastião Baptista da Câmara, Francisco Manoel do Rosário,  Osório Martins de Moura Brasil e o próprio José do Patrocínio Barra.

José do Patrocínio Barra faleceu no dia 31 de agosto de 1942. Seu nome ficou imortalizado na cidade de Felipe Guerra, através da denominação da "Escola Municipal Professor José do Patrocínio Barra", que fica sediada na Rua Francisco Diógenes, no Bairro Cidade Alta. 

FONTE: Livro de Atas da Câmara Municipal de Apodi, de  agosto a outubro de 1937. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

domingo, 7 de julho de 2019

Posse de José Barra Neto na Câmara Municipal de Apodi


Termo de posse do felipense José Barra Neto, eleito vereador na cidade de Apodi/RN, pelo  partido Aliança Democrática, no pleito de 03 de outubro de 1950, e empossado no dia 23 de abril de 1951, representando o povoado de "Pedra de Abelhas". 

José Barra exerceu o mandato ao lado dos também felipenses Agostinho Sancho de Oliveira e Francisco Nogueira das Chagas(seu irmão). 

"Termo de compromisso que presta o candidato eleito para o cargo de vereador. 

          Aos 23 dias do mês de Abril do ano de mil e novecentos e sequinta um(1951), pelas quinze horas no salão principal da edilidade local, onde se achava o sr. vice-prefeito Antônio Lopes Filho - Presidente da Câmara Municipal, ai estando presente o candidato eleito para o cargo de vereador José Barra Neto, ao mesmo o sr. Presidente da Câmara Municipal deferiu o compromisso de "mui fielmente cumprir os despositivos das Constituições das Constituições Federal e Estadual zelar pelo bem estar da família e trabalhar pela prosperidade do Município" 
         Lido este compromisso em voz alta, a seguir, o sr. vereador declarou assim prometer.
         E, aceito por esta forma o compromisso, mandou o sr. Presidente que lavrace este termo que assina com o vereador. Eu, Domingos Praxedes Barrêto, 2º secretário da Câmara o escrevi e subscrevi. 
  Apodi, 23 de abril de 1951
Antônio Lopes Filho
José Barra Neto
                           Domingos Praxedes Barrêto"                       


FONTE: Livro de Atas da Câmara Municipal de Apodi/RN


OBS: Mais tarde, com a definitiva emancipação política de Felipe Guerra(ex-Pedra de Abelhas), José Barra Neto mostrando o seu protagonismo político, elegeu-se no ano de 1965, como o primeiro vice-prefeito  e como mandava a Constituição da época, também foi o primeiro Presidente da Câmara Municipal de Felipe Guerra. Em junho de 1969, com a renúncia do então prefeito Eilson Gurgel, Zé Barra passou a responder pelo comando do poder executivo felipense até janeiro de 1970.


*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

terça-feira, 2 de julho de 2019

Dr. Ananias Queiroga


ANANIAS QUEIROGA DE OLIVEIRA nasceu em 02 de julho de 1950, em Sousa/PB, filho de Maria Geni Queiroga de Oliveira(Dona Nizinha) e Manoel de Oliveira e Sousa(Seu Manoel), segundo mais velho de dez irmãos, marido de Marina Norma Queiroga Cartaxo, pai de Ananias Filho(psicólogo), Manuela Queiroga(tecnóloga em rede de computadores) e Bruna Queiroga(publicitária, tecnóloga em radiologia e estudante de medicina), avô de Luna, Isabella e Guilherme Ananias. 

Dr. Ananias como ficou conhecido em Felipe Guerra, desde cedo aprendeu o gosto pela leitura e entendeu a importância da dedicação para conquistar seus sonhos e objetivos. Sem nunca esquecer do quão foi importante o apoio e incentivo de sua mãe e de sua vó para que ele desse importância aos estudos. Não foi fácil, pois a família não tinha muitas condições financeiras, mas logo ele se destacou na escola. As dificuldades para estudar o levaram a passar um ano em seminário católico. Ao terminar o ensino médio resolveu prestar vestibular para Medicina em Recife na UFPE. Sempre determinado e sereno, carregando sempre um sorriso brilhante, durante a faculdade sempre teve o apoio e parceria da companheira e amor da vida Norma, se formou em 1977, teve oportunidades de ir fazer residência ou seguir na carreira acadêmica, porém optou por começar sua família com Norma, se casando em 1978 e indo morar no Piauí.

Em 1980 foi trabalhar em Almino Afonso-RN, tendo ido trabalhar em Felipe Guerra pela primeira vez no ano de 1987. Trabalhou por mais de duas décadas, muitos desses anos o único médico da cidade. Cidade que ele adotou como sua e que se sentiu adotado pelo seu povo. 

Como médico preferia ir a onde estavam os mais necessitados, não por acaso trabalhou anos no PSF da zona rural, pois para ele ser médico era cuidar de quem precisava, ele quis ser médico por amor a profissão, e assim poder ajudar e cuidar das pessoas, os cidadãos de Felipe Guerra sabem bem como ele cuidou de todos, sempre com atenção e alegria. 

Dr. Ananias não foi um herói com superpoderes, mas sim o herói do dia a dia como médico, como marido, como pai, como amigo, como filho, como irmão. Não foi perfeito, nem nunca quis ser, mas foi herói sem defeitos.

Antes da primeira cirurgia em 2012, disse a sua esposa: Maria assim que me recuperar voltamos para casa ainda para a festa de fim de ano. E fez um pedido aos filhos: Não deixem de dar notícias ao povo de Felipe Guerra. Não deu para ele ir naquele, mas sempre será lembrado o sorriso reluzente todos os fins de ano, todos os dias na verdade, que deixavam claro a felicidade dele por estar na sua casa. Dr. Ananias faleceu no dia 17 de janeiro de 2014. 

No dia 30 de junho de 2016, às vésperas do seu aniversário de 66 anos foi inaugurada na cidade de Felipe Guerra uma Unidade Básica de Saúde com o seu nome, "UBS Dr. Ananias Queiroga de Oliveira". Uma justa e merecida homenagem a quem tanto cuidou com dedicação do povo felipense.

Hoje é o seu aniversário  e Dr. Ananias estaría comemorando, fazendo uma “brincadeira” como ele gostava de dizer, para comemorar 69 anos de uma linda história que nunca terá fim, pois o seu legado é de amor a família, a profissão e ao próximo, é sem dúvida inspiração e referência para todos. Por onde andou carregou com ele um pouco e deixou um pouco de si. Trabalhou em Elesbão Veloso-PI, Patú-RN, Almino Afonso-RN, Lucrécia-RN e Felipe Guerra foi o lugar escolhido para chamar de Lar. 

*Por Bruna Queiroga e Ananias Filho, em 02 de julho de 2019

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Terezinha Pascoal


TERESINHA PASCOAL nasceu no  dia 24 de abril de 1934, no Sítio Mocó, localizado entre os municípios de Felipe Guerra e Caraúbas/RN, sendo filha do casal Antônio Pascoal da Costa e Cecília Marques de Sousa. 

Era irmã dos saudosos  políticos felipenses Antônio Pascoal Filho(Tonhô Pascoal), ex-vereador, e de  Raimundo Luciano da Costa Pascoal, ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-prefeito de Felipe Guerra. Além disso, era tia dos atuais vereadores Ubiracy Pascoal e Ronaldo Pascoal. 

Dona Teresinha passou décadas de sua vida prestando serviços à educação da Prefeitura Municipal de Caraúbas.

Foi casada com o senhor Titico Pipoca, e embora não tenha tido filhos biológicos, adotou três filhos, sendo eles: Clésia Pascoal da Costa, Maria Késsia Pascoal da Costa e Maninho.

Terezinha Pascoal faleceu no dia 05 de janeiro de 2014.

*Francisco Veríssimo  - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

domingo, 26 de maio de 2019

José Barra e Dona Lili Pinto

O casal José Barra Neto e Lili Pinto

JOSÉ BARRA NETO, nascido em 10 de outubro de 1903 e falecido em 17 de agosto de 1979, era filho de Pedro de Sousa Barra e Teonila de Sousa Nogueira. Foi vereador na cidade de Apodi, de 1951 a 1955, vice-prefeito de Felipe Guerra e também presidente da Câmara Municipal de Felipe Guerra, de 1965 a 1969 e prefeito dessa mesma cidade, no período de junho de 1969 a janeiro de 1970. 

MARIA ZENÓBIA PINTO BARRA(LILI PINTO), professora, nascida em 24 de dezembro de 1905 e falecida em 19 de outubro de 1990, era filha do Capitão Miguel Ferreira Pinto e Izabel Zenóbia de Oliveira Pinto. Dona Lili era neta paterna do Cel. Antônio Ferreira Pinto(ex-prefeito de Apodi e ex-deputado estadual do Rio Grande do Norte) e de Dona Maria Luiza de São Braz. Neta materna do Capitão Sebastião Celino de Oliveira Pinto(ex-deputado estadual do RN) e de D. Josephina Zenóbia de Oliveira.

O casal José Barra e Lili Pinto deixaram os seguintes filhos:

1 - RAIMUNDO PINTO BARRA;

2 - PEDRO PINTO BARRA(PEDROCA), in memoriam;

3 - MIGUEL PINTO BARRA;

4 - PAULO PINTO BARRA, ex-vice-prefeito(1973 a 1975) e ex-prefeito de Felipe Guerra(1975 a 1977);

5 - JOSÉ PINTO BARRA(ZEZITO), comerciante;

6 - PACÍFICO PINTO BARRA, ex-vereador de Felipe Guerra/RN;

7 - FRANCISCO DE ASSIS PINTO BARRA(DIDI BARRA)

8 - MARIA PINTO BARRA(IOLANDA);

9 - GENOVEVA PINTO BARRA(VEVA);

10 - FRANCISCA PINTO BARRA(CHAGUINHA),in memoriam;

11 - MARIA DAS GRAÇAS PINTO BARRA;

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Damião Jeremias


DAMIÃO JEREMIAS DE GÓIS nasceu no dia 24 de agosto de 1947, no município de Felipe Guerra/RN, filho do casal Jeremias Joaquim de Santana(Jeremias Travessa) e Francisca Maria da Conceição. De uma numerosa família, Damião tem como irmãos Antônio Xavier de Góis(in memoriam), Braz Jeremias de Góis, Raimundo Jeremias de Góis, Maria Rita de Góis, Maria das Graças e Maria Lucia de Góis.

É neto paterno de João Joaquim de Santana e Maria da Conceição, e neto materno de Joaquim Tiago e Maria Mafalda. 

Passou toda a sua infância e juventude no Sítio Boqueirão, neste município. Desde os 10 anos de idade começou a trabalhar na agricultura ao lado de seus pais, atividade que exerce até os dias de hoje. Estudou até os 13 anos de idade, e cursou até a terceira série do ensino fundamental no Sítio Boqueirão.

No dia 19 de dezembro de 1969, casou-se com a professora Maria José Silva de Góis, cujo matrimônio deu origem a 04(quatro) filhos: Marcos Sérgio de Góis e Silva, Marta Célia de Góis e Silva, Márcio Ricardo de Góis e Márcia Regina de Góis e Silva. No ano de 1986 passou a residir na zona urbana de Felipe Guerra. 

Damião Jeremias foi um dos sócios-fundadores do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Felipe Guerra/RN, fundado em 29 de abril de 1973, tendo sido o primeiro presidente desta instituição até 28 de abril de 1976. Foi reconduzido  à presidência da entidade, para o mandato de 28 de abril de 1976 a 28 de abril de 1980. Foi Secretário do Sindicato, de 29/04/1980 a 28/04/1984, e exerceu a função de tesoureiro, no período de 16/01/2010 a 15/01/2014.

No ano de 1972, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Felipe Guerra, pelo partido da Aliança Renovadora Nacional(ARENA), porém não conseguiu se eleger, obtendo 71 votos. Mas, veio a assumir o mandato no ano de 1975, após a morte do então vereador Domilson Crisóstomo, permanecendo no cargo até 31 de janeiro de 1977.

Mesmo sem querer retornar à política, no ano de 1982 aceitou o convite do ex-prefeito Raimundo Luciano da Costa Pascoal e concorreu novamente ao cargo de vereador, desta vez pelo Partido Democrático Social - PDS(ex-ARENA). Damião elegeu-se no dia 15 de novembro daquele ano, conquistando o primeiro lugar para a Câmara Municipal de Felipe Guerra, com 208 votos.

Tomou posse em 31 de janeiro de 1983 e concluiu seu mandato em 31 de dezembro de 1988. Foi Vice-presidente da Câmara Municipal de Felipe Guerra no biênio 1983-1984, assumiu a presidência do poder legislativo felipense no biênio 1985-1986 e ocupou a segunda secretária da Mesa-Diretora no biênio 1987-1988.

Damião realizou um mandato voltado na área da saúde, visando cuidar da saúde do povo felipense, buscando medicamentos, operações, etc.

Concorreu à reeleição no pleito de 15 de novembro de 1988, pelo PDS, mas não galgou êxito, conquistando 111 votos. Em 1992, disputou novamente a vereança, desta vez pelo PMDB, mas não se elegeu, logrando 169 votos.

Atualmente, Damião Jeremias está exercendo seu terceiro mandato de Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Felipe Guerra, desde 16 de janeiro de 2018, cujo mandato encerra-se no dia 15 de janeiro de 2022. Hoje reside no Bairro Cidade Alta, na Rua José Raimundo de Souza, nº 123. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

domingo, 7 de abril de 2019

Jânio Barra


JÂNIO NILSON DA SILVEIRA BARRA nasceu no dia 08 de junho de 1973, na Maternidade Almeida Castro, na cidade de Mossoró/RN, filho do comerciante  José Pinto Barra(Zezito Barra) e da professora Maria do Socorro Silveira Barra(in memoriam).  É irmão de Sônia Maria da Silveira Barra. 

É neto paterno de José Barra Neto e Maria Zenóbia Pinto Barra, e neto materno de Pedro Victor da Silveira e Maria Francisca da Conceição. 

Morou durante 2 anos no Campo Florestal, no município de Felipe Guerra/RN, mas passou toda a sua infância e juventude no Sítio Brejo, também localizado neste município. 

Desde cedo passou a ajudar seu pai em atividades comerciais. Iniciou os estudos na Escola Municipal Paulo Carlos Barra, no Sítio Brejo, onde cursou o curso primário(1ª a 4ª série). Cursou o ensino fundamental, de 5ª a 8ª série na Escola Municipal José do Patrocínio Barra  e concluiu o ensino médio na Escola Estadual Antônio Francisco, ambas na zona urbana de Felipe Guerra. 

Posteriormente, começou a cursar Contabilidade na Universidade Potiguar(UNP), na cidade de Mossoró/RN, porém devido a questões superiores, não chegou a conclui-lo. 

É casado com Alana Danielle de Paiva e Silva Silveira e pai de uma filha: Anne Gracielly de Paiva Barra. 

Jânio Barra é membro de uma família com tradição política na região, pois seu saudoso avô José Barra Neto foi vereador no município de Apodi, de 1951 a 1955, posteriormente com a definitiva emancipação política de "Pedra de Abelhas", elegeu-se vice-prefeito do município de Felipe Guerra e ao mesmo tempo assumiu a presidência da Câmara Municipal. Em  junho de 1969, Zé Barra assumiu o cargo de prefeito, em virtude da renúncia do titular Eilson Gurgel, permanecendo no cargo até janeiro de 1970.

Além disso, Jânio é sobrinho de Paulo Pinto Barra, que foi vice-prefeito de Felipe Guerra, de 1973 a 1975, e posteriormente prefeito deste município no período de 1975 a 1977; e também de Pacífico Pinto Barra, ex-vereador desta mesma cidade. 

Jânio Barra participa ativamente da vida política de Felipe Guerra desde o ano de 1996, quando passou a atuar como cabo eleitoral de seu primo Antônio Evilásio da Silveira Barra, que se elegeu vereador naquela disputa. Em 2000, voltou a colaborar na candidatura do vereador Evilásio, porém o mesmo não conseguiu renovar seu mandato. 

Em 2004, Jânio Barra entrou oficialmente para a vida pública, quando se elegeu vice-prefeito de Felipe Guerra, pelo PSB(Partido Socialista Brasileiro), na chapa encabeçada pelo então candidato a prefeito pelo PMDB, Braz Costa Neto. 

Jânio tomou posse em 01º de janeiro de 2005 e cumpriu integralmente seu mandato constitucional  de vice-prefeito até 31 de dezembro de 2008.  No pleito seguinte, não participou de nenhuma disputa eleitoral.

Somente em 2012, retornou à cena política do município elegendo-se vereador pelo Partido Progressista(PP), com 466 votos, ocupando o primeiro lugar para a Câmara Municipal de Felipe Guerra/RN. Assumiu uma cadeira no legislativo felipense em 01º de janeiro de 2013.

Reelegeu-se no pleito de 02 de outubro de 2016, pelo PP, com 405 sufrágios, para o quadriênio 2017-2020. É vice-presidente da Mesa-Diretora da Câmara Municipal de Felipe Guerra/RN durante o biênio 2019-2020.

Jânio já foi filiado ao PFL - Partido da Frente Liberal(atual DEM), foi presidente e vice-presidente do PSB felipense e atualmente é o Presidente Municipal do PP de Felipe Guerra/RN. 

Hoje reside no Bairro Cidade Alta, na Rua Vereador Domilson Crisóstomo, nº 127. Além disso, Jânio é servidor público de Felipe Guerra e desempenha o cargo de agente administrativo desde abril de 2009. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

domingo, 31 de março de 2019

Francisco Silvestre de Abreu

FRANCISCO SILVESTRE DE ABREU nasceu no dia 20 de agosto de 1935,  no Sítio São Lourenço, localizado entre os municípios de Felipe Guerra e Apodi,  era filho de Manuel Francisco e  Maria Tadar(Maria Caetana). 

Devido as dificuldades da época, não teve muitas oportunidades para estudar, mas chegou a cursar o terceiro ano do ensino primário, na localidade de São Lourenço

Teve uma infância pobre, trabalhou na agricultura e na extração de cera de carnaúba.  Fazia gil como ninguém.

Mas foi durante a adolescência que teve o grande auge de sua carreira de jogador. Passou pela seleção da Pinboba e São Lourenço. Foi centravante da Seleção de Pindoba e Apodi, nos anos 50 e 60.  Quem o viu joga dizia que era um mestre, um verdadeiro crack do futebol.

Foi casado com Maria Dadores de Abreu(natural de São Lourenço, município de Apodi, era filha de João Francisco de Abreu e Adelaide Maria da Conceição), com quem  10 teve filhos, porém um morreu muito cedo com apenas 09 dias de nascido,  e outro filho veio a falecer no ano de 2009. Os demais filhos do casal são: António Francisco de Abreu, João Francisco de Abreu, Maria Caetana de Abreu, Raimundo Francisco de Abreu, Maria de Lurdes de Abreu, José Francisco de Abreu, Francisco José de Abreu e Alexandre Carlos de Abreu.

Sua esposa veio a falecer no dia 04 de julho de 1991.

Francisco Silvestre faleceu no dia 04 de agosto de 1998,  em virtude de uma infeção generalizada, e foi sepultado no Cemitério Público da cidade de Felipe Guerra/RN.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

domingo, 17 de março de 2019

Gleicigene Bezerra


GLEICIGENE BEZERRA DE BRITO nasceu no dia 22 de janeiro de 1976, no município de Apodi/RN, filho de Francisco Assis Brito e Maria Vera Bezerra de Brito. 

É neto materno de Francisco Euclides Bezerra e Celestina Barboza de Melo, e neto paterno de Ageu Brito Guerra e Francisca Bezerra de Morais. 

Tem como irmãos Gleici Bezerra de Brito, Wilson dos Santos, Edilson dos Santos e Leocádia Bezerra de Brito. 

Passou sua infância na comunidade rural de Santana, localizada entre os municípios de Felipe Guerra e Caraúbas. Foi criado por seus avós maternos, uma vez que seus pais se separaram quando ainda tinha apenas dois anos de idade. Devido as dificuldades, desde cedo começou a trabalhar na roça durante o inverno e no corte de palha no verão para ajudar em casa. O dia a dia era divido entre a escola e o trabalho na roça para ajudar os avós. 

Estudou até a quarta série na  Escola Isolada de Santana,  em seguida fez o ensino fundamental  na Escola Municipal Professor Francisco de Acací Viana, na comunidade rural de Mariana, no município de Caraúbas/RN. Fazia o seu percurso todos os dias de bicicleta.  Enfrentou muitos obstáculos durante o inverno. 

Posteriormente, foi morar na Casa dos Estudantes de Mossoró/RN, e cursou o ensino médio na Escola Estadual Jerônimo Rosado. Mas, as  dificuldades continuaram naquela cidade. 

Conseguiu seu primeiro trabalho na antiga rede de supermercados "Pague Menos", onde trabalhou por dois anos. Depois trabalhou na APAE como oficeboy. 

Foi aprovado no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN), e entrou para o Curso Técnico em Mecânica. Depois foi morar na cidade de São Paulo e passou a trabalhar na metalúrgica MTE Thompson.

Retornou a Casa dos Estudantes quando foi aprovado no curso de História da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN), um sonho que  conseguiu realizar.  Antes de entrar no curso de História cursava Pedagogia também na UERN

Nessa mesma época, trabalhou por doze anos em empresas terceirizadas pela Petrobrás na Base 34, em Mossoró. Trabalhou como Assessor de Comunicação da Prefeitura de Felipe Guerra/RN, na gestão do prefeito Haroldo Ferreira. 

É casado com Alene Niedja da Silva e tem uma filha chamada Laura Nayara da Silva Bezerra

Atualmente, Gleicigene Bezerra é professor de História da cidade de Felipe Guerra.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Vice-prefeitos de Felipe Guerra/RN

O vice-prefeito é o segundo em exercício no cargo do executivo municipal, sendo eleito através de voto direto, de quatro em quatro anos, juntamente com o prefeito, de modo vinculado(Constituição Federal Artigo 29, I e II).

Ele é o substituto do prefeito municipal em caso de ausência por licença ou outro impedimento, pode e deve exercer função dentro da administração municipal.

Vice-Prefeitos do município de Felipe Guerra, desde 1965 até hoje: 

1. JOSÉ BARRA NETO - Primeiro vice-prefeito constitucional de Felipe Guerra, eleito pelo PSP(Partido Social Progressista) na eleição municipal de 24 de janeiro 1965, na chapa encabeçada pelo prefeito Eilson Gurgel do Amaral. Ao tomar posse, Zé Barra acumulou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Felipe Guerra, conforme determinava a legislação da época. Com a instituição do bipartidarismo, passou a fazer parte do partido da  ARENA(Aliança Renovadora Nacional).

Mandato: 31 de janeiro de 1965 a 30 de junho de 1969, assumiu a Prefeitura após renúncia do titular.  


2. JOSÉ BATISTA DE SOUZA  - vice-prefeito eleito na chapa encabeçada pelo prefeito Francisco Chagas da Silva, nas eleições municipais de 30 de novembro de 1969
Mandato: 31/01/1970 a 31/01/1973. 

3. PAULO PINTO BARRA - vice-prefeito eleito pela ARENA, na eleição municipal 15 de novembro de 1972, na chapa encabeçada por Luiz Alberto Gurgel Guerra.
Mandato: 31/01/1973 a 15/11/1975, assumiu a prefeitura após renúncia do titular.

4. RAIMUNDO LUCIANO DA COSTA PASCOAL - eleito vice-prefeito  pela ARENA, na eleição municipal de 15 de novembro de 1976, na chapa encabeçada por Francisco das Chagas Silva. Com o fim do bipartidarismo em 1979, passou a fazer parte dos quadros do PDS - Partido Democrático Social. 
Mandato: 31 de janeiro de 1977 a  31 de janeiro de 1983

5. JOSÉ DA SILVA(BADINHO) - eleito vice-prefeito pelo PDS(Partido Democrático Social), na eleição municipal de 15 de novembro de 1982, na chapa encabeçada por Raimundo Pascoal.
Mandato: 31 de janeiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988

6. JOSÉ CELESTINO DE GÓIS(DEQUINHA) - eleito vice-prefeito na eleição municipal de 15 de novembro de 1988, na chapa encabeçada por Hugo Costa.
Mandato: 01 de janeiro de 1989 a  31 de dezembro de 1992

7. MANOEL RUFINO DA COSTA  - eleito vice-prefeito na eleição municipal de 03 de outubro de  1992, na chapa encabeçada por Raimundo Pascoal.
Mandato: 01 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996


8. FRANCISCO CANINDÉ DE MENEZES(CHICÃO)  - eleito vice-prefeito pelo PMDB na eleição municipal de   03 de outubro de 1996, na chapa encabeçada por Hugo Costa.
Mandato: 01 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de  2000

9. LUZIMAR ALVES DE MORAIS - eleito vice-prefeito pelo PL(Partido Liberal) na eleição municipal de 01 de  outubro de  2000, na chapa encabeçada pelo prefeito Hugo Costa.
Mandato: 01 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de  2004

10. JÂNIO NILSON DA SILVEIRA BARRA - eleito vice-prefeito pelo PSB(Partido Socialista Brasileiro),  na eleição municipal de 03 de outubro de 2004 na chapa encabeçada por Braz Costa Neto. 
Mandato: 01 de janeiro de 2005 a  31 de dezembro de 2008

11. FRANCISCO CANINDÉ DE MENEZES - eleito vice-prefeito pelo PPS(Partido Popular Socialista) na eleição municipal de 05 de outubro de 2008, na chapa encabeçada pelo prefeito Braz Costa.
Mandato: 01 de janeiro de 2009 a 07 de novembro de de 2012, não concluiu seu mandato após ser afastado do cargo por decisão do TJ/RN.


12. PAULO GUILHERME GURGEL CARDOSO - eleito vice-prefeito  pelo PTB(Partido Trabalhista Brasileiro), na eleição municipal de  07 de outubro de  2012, na chapa encabeçada por Haroldo Ferreira.
Mandato: 01 de janeiro de 2013 a  31 de dezembro de 2016.

13. SALOMÃO GOMES DE OLIVEIRA - eleito vice-prefeito pelo PR(Partido da República) na eleição municipal de 2016, na chapa encabeçada pelo prefeito reeleito Haroldo Ferreira.
Mandato: 01 de janeiro de 2017  a 31 de dezembro de  2020


*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN

domingo, 23 de dezembro de 2018

As belas cavernas de Felipe Guerra e a passagem de Lampião e seu bando

Entrada da Caverna da Carrapateira, no Lajedo do Rosário, Distrito de Passagem Funda, Felipe Guerra-RN, local de abrigo de pessoas da região quando da passagem de Lampião para atacar Mossoró em 1927 – Foto – Solon R. A. Netto – Clique na foto para ampliar.

Autor-Rostand Medeiros

Poucos conhecem ou já ouviram falar da pequena e pacata cidade de Felipe Guerra, localizada na região do Brejo do Apodi, a 330 quilômetros da capital potiguar. Um lugar muito agradável, de pessoas trabalhadoras, tranquilas e extremamente acolhedoras, mas o que torna Felipe Guerra mais interessante é sua concentração de cavidades naturais, a maior do Rio Grande do Norte. Já foram descobertas mais de 80 cavernas no município, ali foi descoberta uma das maiores cavernas do Nordeste do Brasil, a Caverna do Trapiá, com 2.250 metros de extensão. A maioria das cavernas de Felipe Guerra está localizada no Lajedo do Rosário e os acessos a elas são bem complexos, passando pelas fendas e pelas afiadas rochas calcárias do lajedo.

O autor deste texto em uma das cavernas de Felipe Guerra, com os equipamentos adequados para entrar nestes ambientes – Foto – Solon R. A. Netto – Clique na foto para ampliar.

Tive o privilégio de participar de varias atividades ligadas ao conhecimento do patrimônio das cavernas potiguares, mas adentrar nas cavernas é um desafio à parte. Em algumas é preciso descer por árvores que brotam de dentro da caverna, se esgueirar por entre pedras e rastejar por alguns bons e dolorosos metros para chegar até as galerias ou salões, que são as partes mais amplas das cavernas e onde são normalmente encontrados os espeleotemas.

Além das cavernas, Felipe Guerra ainda possui uma das maiores cachoeiras do Rio Grande do Norte, a cachoeira do Roncador e lugares de águas cristalinas para banho, como o Olho D’água, localizado em propriedade privada.

Na região rural de Felipe Guerra trabalhei algum tempo em um projeto que envolvia o IBAMA-CECAV/RN e a SEPARN (Sociedade para Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental do Rio Grande do Norte) e vi muita coisa bonita.

O bando de Lampião

Mas uma das situações que me impressionava era como os habitantes locais mantêm a lembrança viva das agruras sofridas com a passagem do bando do cangaceiro Lampião, em seu ataque a cidade de Mossoró.

Em uma destas cavidades que alguns habitantes conseguiram um abrigo prático para os terríveis eventos que ocorriam próximos a suas casa e deixou na lembrança das pessoas do lugar um respeito muito grande por estes ambientes. 

Um Lugar Tranqüilo que Perdeu a Paz

Nas margens do Rio Apodi, na então pequena Pedra de Abelha, a vida seguia tranquila naqueles primeiros dias do mês de maio de 1927. A pequena vila era então um simples aglomerado humano, com pouco menos de 1.200 habitantes, sobrevivendo da cera de carnaúba, da pequena agricultura e da pecuária. Na época dos invernos mais fortes, a pequena vila sofria as enchentes provocadas pelo Rio Apodi, como foi o caso das cheias de 1912, 1917 e a grande cheia de 1924.

Casas antigas de Felipe Guerra. Foto – Rostand Medeiros 

Por esta época, Pedra de Abelha era um ponto de passagem de viajantes, tropas de burros, vendedores, vaqueiros e outros andarilhos que seguiam a estrada entre a pulsante e rica cidade de Mossoró e a progressista Apodi. Havia uma pequena feira que crescia a cada ano, sempre em ordem e em paz, pronunciando uma tendência de progresso para o pequeno lugar. Outra lembrança de boas perspectivas foi à passagem de alguns homens, de língua enrolada, que se diziam engenheiros, faziam medições e coletavam pedras no lajedo do Rosário, na Passagem Funda, um lugarejo a 8 km de Pedra de Abelha. Logo se espalhou a notícia que o lugar seria transformada em uma grande barragem, que haveria muitos empregos, que seria maior que a barragem de Pau dos Ferros e que a vida em Pedra de Abelha iria mudar para melhor. Mais a barragem não veio e a vida seguia tranquila.

No começo de maio chegam as primeiras das mais terríveis notícias que a região oeste do estado do Rio Grande do Norte iria conhecer. No dia 10, pela madrugada, o cangaceiro paraibano Massilon Leite e mais vinte bandidos atacaram Apodi, depois seguiram para Gavião (atual Umarizal) e na sequência, pilharam a pequena vila de Itaú. As notícias comentavam que apenas um cangaceiro fora preso próximo à cidade de Martins. Para a ordeira população de Pedra de Abelha, ficou o pensamento de que, se os cangaceiros haviam atacado Itaú, uma vila praticamente do mesmo tamanho do seu lugar, por que não atacariam o pequeno povoado a beira do Rio Apodi? Passou então a existir no seio da população uma forte intranquilidade.


Não era para menos que os habitantes da singela Pedra de Abelha ficassem ainda mais apavorados quando, em 10 de junho de 1927, chega a notícia de que, incentivado por Massilon Leite, Lampião cruzou a fronteira da Paraíba e entra no estado Potiguar. Seguindo a cavalo, com cerca de 60 cangaceiros (número que gera muita polêmica até hoje), em direção a Mossoró.

Avançando para o norte, promoveram um verdadeiro bacanal de destruição, rapinagem e terror. Roubaram, tocaram fogo em diversas fazendas, assassinaram os que reagiam, entraram em confronto com a polícia e fizeram alguns prisioneiros, do qual só libertariam mediante resgate.

Com a chegada das notícias cada vez mais assustadoras, a população de Pedra de Abelha tratou de procurar refúgio aonde houvesse condições. Muitos seguiram para a fronteira do Ceará, outros foram para propriedades de parentes mais distantes e outros que conheciam melhor a região, buscaram o abrigo das cavernas. É bem verdade que a população do sertão possui um medo respeitoso em relação às cavernas, mais naquele momento, este medo foi deixado de lado e a escuridão da caverna passou a ser um abrigo mais acolhedor do que a incerteza da luz do dia e a presença de cangaceiros na região. 

O Abrigo
A caverna da Carrapateira fica localizada no Lajedo do Rosário, próximo ao atual Distrito de Passagem Funda e a pouco mais de mil metros da margem esquerda do Rio Apodi. Entre as várias cavernas deste lajedo, essa é a que apresenta a maior facilidade de penetração. Sua entrada tem formato oval, com quatro metros de altura e possui desenvolvimento horizontal, No seu início encontram-se alguns blocos caídos e deslocados, também presentes localmente no interior da caverna. 

O autor deste texto na Caverna da Carrapateira. Foto – Solon R. A. Netto 

Chama a atenção à forma bem como a natureza moldou o túnel principal, sendo muito largo e alto para os padrões das cavernas das proximidades. Sua sinuosidade apresenta contornos de fluxo d’água, marcados nas paredes bastante lisas, lavradas, de rocha calcária limpa e de cor amarelada, com níveis de sedimentação a mostra. Os espeleotemas encontrados são escorrimentos de calcita, cortinas, algumas estalactites e estalagmites. Na parte posterior do corredor principal, aparecem outros tipos de espeleotema muito comum nas cavidades da região; o couve-flor.

Foto – Solon R. A. Netto 

Conforme adentramos a caverna da Carrapateira, o chão vai apresentando uma menor continuidade, mostrando reentrâncias, blocos rolados, até desembocar em uma bifurcação, de onde a caverna segue para salões mais apertados, seguindo por condutos menores. Neste setor, tem-se uma clarabóia de poucos metros de altura, aproximadamente três metros. Por ela pode-se sair do interior com facilidade.

Pelas dimensões do seu interior, pela proximidade com o rio e como na região encontram-se diversas provas da passagem de grupos de caçadores e de coletores, entre 5.000 e 2.000 anos atrás, essa caverna é a que melhor poderia sugerir a possibilidade de algum indicio arqueológico. Contudo, não foram vistos pinturas ou evidências nesse sentido e sua litologia é o calcário.

Foto – Solon R. A. Netto

Não foram encontrados vestígios da ocupação dos habitantes de Pedra de Abelha na caverna. Como a passagem de Lampião e seu bando no Rio Grande do Norte duraram apenas quatro dias, acredita-se que a ocupação da caverna tenha sido por curto espaço de tempo. Mesmo tendo sido apenas por quatro dias, a região oeste do Rio Grande do Norte nunca esqueceu este episódio. 

O Avanço dos Cangaceiros

Neste meio tempo, o bando de Lampião seguia em direção a pequena Pedra de Abelha, passou ao lado da povoação de Gavião (atual Umarizal) e seguiu depredando as propriedades “Campos”, “Arção”, “Xique-Xique” e “Apanha Peixe” e nesta última propriedade, para a sorte dos refugiados escondidos na caverna da Carrapateira e da maioria da população de Pedra de Abelha, o bando foi dividido. As sete da noite, seguiu o cangaceiro Massilon Leite, para assaltar pela segunda vez, a cidade de Apodi, enquanto Lampião seguia para Mossoró. Em Apodi houve resistência da população, obrigando Massilon a fugir. Devido a esta divisão, Lampião seguiu em frente por outra estrada, passando paralelo ao povoado. A população respirou aliviada e Lampião seguiu o seu caminho.

A fazenda da foto chama-se Mato Verde, também atacada por cangaceiros sob o comando de Lampião e próxima a Felipe Guerra. Foto – Solon R. A. Netto

Caminho que faria seu bando cruzar com o progressista comerciante e fazendeiro Antonio Gurgel do Amaral, proprietário de uma moderna fazenda em Pedra de Abelha, às margens do Rio Apodi, no atual Distrito do Brejo. Nesta propriedade foram empregadas muitas pessoas, o local possui uma estrutura muito moderna para a época, inclusive com eletricidade e mecanização. Antonio Gurgel havia acabado de chegar de uma viagem da Europa, aonde buscava trazer matrizes de novas raças bovinas para desenvolverem-se na região.

Sentado a esquerda vemos o coronel Gurgel

Assim que soube do avanço dos cangaceiros, seguira para a sua fazenda para organizar sua defesa. No meio do caminho, na localidade chamada Santana, foi preso por membros do bando. Era o dia 12 de junho e somente no dia 25, Gurgel seria libertado no Ceará, juntamente com outra refém. Por ser Gurgel um homem inteligente, de boa conversa, índole calma e que sempre procurou a tranquilidade junto aos bandidos, ele nada sofreu. Durante sua convivência forçada, escreveu um diário que é tido como um dos mais completos documentos sobre a vida e o dia a dia destes cangaceiros. No fim de sua provação Lampião lhe deu duas moedas de ouro para serem presenteadas a sua neta e, como pagamento de uma promessa feita pela sua liberdade, sua mulher construiu uma capela na Fazenda Santana, que continua de pé até hoje, bem como a sede de sua fazenda, na atual Felipe Guerra. 

Mossoró, 13 de junho de 1927, a Derrota de Lampião

Na Segunda-feira, 13 de junho de 1927, dia de São Francisco, ás 16:30 da tarde, com o céu nublado, os cangaceiros atacaram a maior cidade do interior do Rio Grande do Norte. O seu Prefeito, Rodolfo Fernandes, praticamente sem ajuda do governo do estado, conseguiu reunir desde advogados, dentistas, comerciantes, padres e pessoas comuns, entrincheirando-os em vários locais.


Os cangaceiros foram derrotados depois de uma hora de combate, não mataram ninguém e perderam um cangaceiro na hora e outro, o temível Jararaca, foi ferido e capturado logo depois. Acabou assassinado pela polícia local no dia 20 de junho e o mais interessante foi que seu túmulo tornou-se um local de peregrinação religiosa popular.

Lampião sofreu a sua mais terrível derrota, comentou que “Cidade com mais de quatro torres de igreja não é para cangaceiro”. Sem conhecer o seu tamanho e a sua capacidade de defesa, acabou enganado pela promessa de Massilon de pouca resistência e muito dinheiro.

O seu ataque a Mossoró causou repercussão em todo país, sendo noticiado em muitos jornais, foi um verdadeiro choque, que impulsionou ainda mais a sua fama. Mesmo já sendo bem conhecido e frequentador de jornais cariocas, foi a partir deste episódio que o seu nome ficou muito conhecido no sul do país.

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Após a derrota em Mossoró, o bando em Limoeiro do Norte-CE

Após fugir do Rio Grande do Norte, para onde nunca mais voltou, o bando seguiu para o Ceará, aonde pensavam que estariam protegidos e foram implacavelmente perseguidos. O mesmo ocorreu na Paraíba e em Pernambuco. Em 1928 cruzou o Rio São Francisco e conseguiu uma sobrevida de mais dez anos, praticando atrocidades na Bahia, Alagoas e Sergipe, aonde foi morto, com a sua companheira Maria Bonita, na Grota de Angico.

Aqui vemos o caminho ainda original da passagem dos cangaceiros, no sentido de quem segue para a cidade de Governador Dix Sept Rosado

Para a população de Pedra de Abelha, sempre que as notícias sobre Lampião surgiam, voltava as lembranças dos medos e aflições de junho de 1927. Com a sua morte (1938) e o desbaratamento do cangaço (1941), passa a existir um alívio intenso nesta população. Com o passar dos anos, ocorre o desaparecimento das vítimas sobreviventes dos atos cruéis dos cangaceiros e muitos dos descendentes destas vítimas deixam a região, emigrando para grandes centros. Falar sobre os fatos da época do cangaço deixa de ser um tabu. A partir dos anos 60, o mito deste cangaceiro o torna um dos personagens históricos mais famosos da cultura popular brasileira, aonde muitos lugares do País Lampião é encarado como símbolo de nacionalidade e o cangaço como um expoente de luta da cultura e do povo nordestino.

Para conhecer as cavernas de Felipe Guerra, muitas vezes devido a localização, só acampando para facilitar. Foto – Solon R. A. Netto

Apesar de possuir potencial turístico, em Felipe Guerra, a exploração das cavernas só é feita de âmbito científico e, assim, não existe estrutura alguma para a prática do chamado espeleoturismo. Quem quiser conhecer essas maravilhas, só participando de algum grupo de espeleologia ou então se aventurando naquelas cavernas de mais fácil acesso.

Como chegar a Felipe Guerra: A partir de Natal, pegar a BR-304 até Mossoró, seguida da BR-405 e RN-032. Contato: (84) 3329-2211 (Prefeitura de Felipe Guerra)

Bibliografia:

FERNANDES, Raul, A MARCHA DE LAMPIÃO, ASSALTO A MOSSORÓ. 3 ed. Natal, Editora Universitária, 1985.

NONATO, Raimundo, LAMPIÃO EM MOSSORÓ. 5 ed. Mossoró, Coleção Mossoroense, Fundação Vingt-Un-Rosado, 1998.

QUEIROZ, Maria Isaura Pereira, HISTÓRIA DO CANGAÇO, 4 ed. São Paulo, Global Editora, 1991.

CHANDLER, Billy Jaynes, LAMPIÃO, O REI DOS CANGACEIROS, Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1980.

FACÓ Rui, CANGACEIROS E FANÁTICOS, GÊNESE E LUTAS, 7 Ed. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1983.

PERNAMBUCANO DE MELLO, Frederico, QUEM FOI LAMPIÃO, Recife, Editora Stahli, 1993.

DELLA CAVA, Ralph, MILAGRE EM JUAZEIRO, Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1976.


Por Rostand Medeiros - Blog TOK de HISTÒRIA

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Subsídios para a história da cidade e município de Felipe Guerra - Família Barra

Por Marcos Pinto


O município de Felipe Guerra abrange mais da metade da famosa e antiga "DATA DE SESMARIA BOQUEIRÃO", cujas terras atingem a extensão de três léguas de comprido por uma de largura, pertencentes inicialmente a ANTONIA DE FREITAS NOGUEIRA,fundadora do Apodi, juntamente com seu pai Mathias Nogueira e seus irmãos MANOEL NOGUEIRA, BALTHAZAR e JOÃO NOGUEIRA. Analisando o mapa do município, verifica-se que dita "Data de Sesmaria" engloba, atualmente, cerca de 50 sítios, destacando-se as comunidades de Boqueirão, Arapuá, Pacó, Santana, Mirador, São Lourenço e São Lourencinho.

No contexto da fixação das tradicionais famílias, resta comprovado que estas dão continuidade a posse antiga, por seus descendentes, que para preservarem suas glebas de terras casavam entre parentes próximos, mantendo assim a tradição da posse ligada a história da família. Assim é que a família BARRA tem como referencial a localidade rural denominada de "Mato Verde". Já os da família ABREU tem sua ligação com os sítios São Lourenço e São Lourencinho. A família TRAVESSA tem seu feudo territorial no sítio "Santana". A família VALENTIM tem a sua história de localização no sítio "Mirador". A família ALVES CAVALCANTI tem sua fixação histórica no lugar denominado de "Passagem Funda". 

Em acurado estudo genealógico, chegamos a conclusão de que a honrada e profícua família BARRA tem origem no entrelaçamento entre as famílias MORAIS, NOGUEIRA, SOUZA, SANTANA (Travessa) . Os anais da história revelam que a família BARRA tem início no Capitão ANTONIO DE MORAIS BEZERRA e MARIA JOSÉ DA CUNHA. Vejamos o esboço genealógico:

CAPITÃO ANTONIO DE MORAIS BEZERRA:
. Faleceu no ano de 1800, no antigo lugar denominado de "Passagem do Pedro", que depois passou a São Sebastião de Mossoró, e atualmente é a cidade de Governador Dix-Sept Rosado. Era casado em duas núpcias. 
. Do primeiro casamento com MARIA JOSÉ DA CUNHA nasceu:
F.01- GONÇALO JOSÉ DE MORAIS:
. Casou com JOSEFA MARIA DA CONCEIÇÃO.
. Foram pais de:
N.01- ANTONIO JOSÉ DE MORAIS:
. Nasceu no ano de 1819 e faleceu aos 71 anos de idade no sítio "Passagem Funda" a 29.10.1890.
. Era casado com AGOSTINHA MARIA DA CONCEIÇÃO, que é a mesma AGOSTINHA GOMES DA CONCEIÇÃO.
. foram pais de:
BN.01- JOSÉ RAIMUNDO DE SOUZA BARRA.
BN.02- DOMINGOS DE SOUZA BARRA.

BN.01- JOSÉ RAIMUNDO DE SOUZA BARRA:
. Nasceu a 24.08.1838.
. Faleceu a 24.12.1934, no sítio "Brejo", aos 90 anos, 02 meses e 09 dias de idade. Está sepultado no cemitério de Apodi.
. Era casado em primeiras núpcias com MARIA EGÍDIA DA CONCEIÇÃO, filha de Alexandre José de Morais e Isabel Barbosa de Melo.
. Foram pais de:
TN.01- JOSÉ DO PATROCÍNIO BARRA - Nasceu em 1882. Era advogado provisionado (Rábula).
TN.02- PEDRO JOSÉ DE SANTANA BARRA:
. Nasceu a 0.02.1875.
. Faleceu no sítio "Mato Verde" a 04.04.1919, aos 47 anos de idade. (De Gastrite).
. Era casado com THEOMILA DE SOUZA NOGUEIRA, filha de Sebastião José Nogueira (Sebastião Panelada) e Antonia Maria de Morais.

. Foram pais de:
QN.01- MARIA EULÁLIA DE SOUZA.
QN.02- FRANCISCA DE SOUZA NOGUEIRA.
QN.03- SEBASTIANA DE SOUZA NOGUEIRA.
QN.04- AGOSTINHA DE SOUZA NOGUEIRA.
QN.05- RAIMUNDA DE SOUZA BARRA.
QN.06- PEDRO SEVERINO DE SOUZA.
QN.07- FRANCISCO NOGUEIRA DAS CHAGAS.
QN.08- SIMPLÍCIO DE SOUZA BARRA.
QN.09- EPIFÂNIO DE SOUZA BARRA.
QN.10- LEONILA DE SOUZA BARRA.
QN.11- JOSÉ BARRA NETO:
. Casou com a Professora MARIA ZENÓBIA DE OLIVEIRA PINTO (Lili Pinto),natural de Apodi-RN, filha do Capitão Miguel Ferreira Pinto e de Isabel Zenóbia de Oliveira Pinto.

. Foram pais de:
PN.01- RAIMUNDO PINTO BARRA.
PN.02- JOSÉ PINTO BARRA (Zezito).
PN.03- PAULO PINTO BARRA.
PN.04 - PEDRO PINTO BARRA (Pedroca).
PN.05 - FRANCISCO DE ASSÍS PINTO BARRA. (Didi).
PN.06 - PACÍFICO PINTO BARRA.
PN.07- MIGUEL PINTO BARRA.
PN.08- FRANCISCA DAS CHAGAS PINTO BARRA (Chaguinha).
PN.09- GENOVEVA PINTO BARRA.
PN.10 - MARIA DAS GRAÇAS PINTO BARRA.

(FONTE: Vide livro "VELHOS INVENTÁRIOS DO OESTE POTIGUAR" - Autor: Marcos Antonio Filgueira - Coleção Mossoroense - Inventário do Capitão Antonio de Morais Bezerra. FONTE II - Acervo de Marcos Pinto).

Artigo enviado por  Marcos Pinto - historiador e advogado. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra- Portal Fatos do RN 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Tonhô Pascoal


ANTONIO PASCOAL FILHO, conhecido por Tonhô Pascoal, nasceu no dia 17 de dezembro de 1924, no Sítio Várzea, na época encravado no município de Apodi, e hoje no município de Felipe Guerra/RN, filho de Antonio Pascoal da Costa e de Cecília Marques de Souza. Ficou órfão do pai e passou como filho de maior idade, a ser o responsável pela casa juntamente com 14 irmãos, sendo 10 homens e 4 mulheres.     

Trabalhava na agricultura familiar e no período do verão costumavam fazer o corte de palhas onde passavam  180 dias acampados com toda família em uma grande barraca no centro do carnaubal.
                      
Estudou na  Isolada do Sítio Rosário com a  professora Abigail Feitoza, onde estudou até o 5º ano primário, já depois de adulto. 

Em 22 de novembro de 1965, casou-se com a professora comunista Abigail Feitoza Pascoal que o incentivou a enveredar na política, sempre fiel ao grupo político do Dr Eilson Gurgel,  lider do recém criado município de Felipe Guerra(antiga Pedra de Abelhas). Desse matrimônio tiveram 06 filhos: Francisco Ubirajara Feitoza Pascoal, Francisco Ubiracy Feitoza Pascoal, Francisco Uerbet Feitoza Pascoal, Francisco Feitoza Sobrinho, Júlia Cecília Feitoza Pascoal e Jacira Cristine Feitoza Pascoal, e e mais outros 10 que vieram estudar e foram criados como filhos por Dona Abigail e Seu Tonhô.

Quando sua esposa faleceu em 17 de outubro de 1977, foi um verdadeiro  herói criando os filhos sozinho, todos com honra e responsabilidade.

Foi o primeiro membro da família Pascoal a ser político, depois teve seu irmão Raimundo Pascoal, que foi vereador, vice-prefeito e prefeito por duas vezes do município de Felipe Guerra.Atualmente temos os vereadores Ubiracy e Ronaldo Pascoal(filho de Raimundo) exercendo mandato legislativo, que fora iniciado por Tonhô Pascoal, em uma época que vereador nem provento recebia.

Em  24 de janeiro de 1965, ingressou na política felipense ao ser eleito vereador pelo Partido Social Progressista(PSP) com 67 votos, tornando-se o 4º mais votado naquele pleito. Foi empossado no cargo em 31 de janeiro de 1965.

Em  15 de novembro de 1968 foi reeleito com 55  votos pela Aliança Renovadora Nacional(ARENA). Tomou posse  no dia 31 de janeiro de 1969, concluindo o mandato em 1973.

Na eleição de 1972, disputou novamente o cargo de vereador de Felipe Guerra, obteve 81 votos,  mas não foi eleito, ficou na 1º suplência.

Na eleição municipal de 15 de novembro de  1976,   foi eleito  pela ARENA com 108 votos como o segundo mais votado,   para o terceiro mandato de vereador, tomando posse em 31 de janeiro de 1977, permanecendo no cargo até 1982. Foi Vice-Presidente da Câmara Municipal de Felipe Guerra.

No ano de 1982, disputou novamente uma vaga na Câmara Municipal, desta vez pelo Partido Democrático Social(PDS), tendo obtido 112 votos, ficando na 2º suplência  da coligação.

Seu Tonhô era um homem muito simples, costumava  tratava as pessoas como "belezinha", foi o vereador que fazia estradas desde o Sítio Rosário até  "Pedra de Abelhas" com as próprias mãos, era em uma carroça que prestava assistência quando alguém adoecia.

Após deixar a política, passou a dedica-se a família. Antonio Pascoal Filho faleceu em sua terra natal, no dia 05 de junho de 2005, aos 80 anos de idade, vítima de problemas cardíacos.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra-Portal Fatos do RN 

OBS: Essa publicação poderá ser reproduzida em outros espaços, somente se conter o endereço do link dessa postagem, indicando o autor e a fonte: http://fatosdefelipeguerra.blogspot.com/2017/06/tonho-pascoal-ex-vereador.html?m=1

Diploma de Tonhô Pascoal, 1968

Clique na imagem para ampliar. Diploma de Vereador de Antonio Pascoal Filho 

Tonhô Pascoal foi reeleito vereador do município de Felipe Guerra com 55 votos pela legenda da ARENA(Aliança Renovadora Nacional) na eleição municipal de 15 de novembro de 1968. Tonhô foi o sexto mais votado daquele pleito.

Vale lembrar que ele conquistou seu primeiro mandato no pleito de 24 de janeiro de 1965.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN 

Apontamentos para a história do Sítio "Passagem Funda"

Por Marcos Pinto*

Antigo Casarão no Sítio "Passagem Funda" em Felipe Guerra - RN.

Feudo territorial da tradicional família nordestina CAVALCANTI. O sítio "Passagem Funda" foi o primeiro embrião de núcleo estradeiro do município de Apodi. Surgiu como local de repouso e abrigo para comboeiros que desciam a região do alto oeste com destino à Mossoró, para onde levavam algodão e voltavam carregados com sal e outros gêneros mercantís. Até o ano de 1948 ligava as longínquas áreas povoadas do interior ao efervescente comércio de Mossoró. O trajeto desta estrada, começando do Apodi, e seguindo pela várzea até "Passagem Funda" e Mossoró, fazia-se a travessia do rio em 20 lugares distintos. Resultou daí o aperfeiçoamento constante de antigas rotas, com a consagração de novos caminhos vicinais. Além do mais, favoreceu o máximo aproveitamento do escasso elemento humano para a ocupação territorial.

O sítio "Passagem Funda" é um ameno recanto protegido por íngremes escarpas da serra do Apodi. Proporcionava a improvisação de estabelecimentos curraleiros para o descanso das caravanas comerciais - os conhecidos comboios – que demandavam rumo à Mossoró, formando tráfego intenso de mercadorias várias. Ao fluxo comercial acresceu-se a chegada de povoadores, como consequência de prolongadas irregularidades climáticas, os quais passavam a dedicarem-se ao cultivo do arroz,alho, batata doce e feijão.

Nas abordagens históricas empreendidas em antigos inventários, deparamo-nos com o inventário do patriarca da família CAVALCANTI, o Sr. DOMINGOS ALVES FERREIRA CAVALCANTI, que chegou em "Passagem Funda" no ano de 1805, vindo da Paraíba, região de Bananeiras. Era irmão do revolucionário de 1817 (Revolução Pernambucana) Manoel Januário Bezerra Cavalcanti e do Capitão Antonio Alves Ferreira Cavalcanti, comandante militar e residente na então Vila de Portalegre. 
Domingos casou com sua parente Maria Joana do Espírito Santo. Domingos faleceu na sua fazenda "Passagem Funda" a 20 de Outubro de 1830, e sua esposa Maria Joana na mesma fazenda a 06 de Junho de 1862, deixando os seguintes filhos, dos quais descendem todos os ALVES e CAVALCANTI dos atuais municípios de Apodi e Felipe Guerra:

F.01- MARIA CLARA ALVES BEZERRA CAVALCANTI - Casou com o Capitão Vicente Ferreira Pinto (o 2º deste nome) e foram pais do Coronel Antonio Ferreira Pinto, do Apodi.
F.02- FRANCISCA ALEXANDRINA BEZERRA CAVALCANTI - Casou com seu primo José Joaquim Bezerra Cavalcanti Jr. (Do Assu-RN).
F.03- DOMINGOS ALVES FERREIRA CAVALCANTI JR. - Casou na Matriz do ICÓ-CE a 08.07.1834 com Maria Felícia de Jesus,filha de Manoel Moreira Maia e Ana Felícia de Jesus.
F.04- A F.11 - MANOELA, JOÃO RÉGIS CAVALCANTI, JOSÉ ALVES CAVALCANTI, MARIANA, ANTONIO, ANTONIA, TRISTÃO e MARIA ANGÉLICA.

*Marcos Pinto  é historiador e advogado.

Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Felipe Guerra - Portal Fatos do RN 

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