domingo, 30 de abril de 2017

A passagem do Bando de Lampião no território felipense em 1927

O Sítio Lajes – Esta propriedade situa-se após a ladeira do Mato Verde, em uma área onde atualmente as carnaubeiras desaparecem e retorna a dura vegetação típica da caatinga. 

Na época de Lampião, ou seja no ano de 1927 o que se via era um deserto de mata fechada onde existia algumas casas. essa dita casa foi à sede da propriedade Tabuleiro Grande, atualmente demolida. Entretanto, através do relato de Edmundo Paulino da Silva, morador do sítio Arapuá, ele nos informou sobre um interessante relato que lhe foi passado pelo seu pai e avô, respectivamente João Paulino da Silveira e Pedro Filho.

Um conjunto de casas alteradas e abandonadas, ainda existentes a margem da mesma estrada que serve como ligação entre as cidades de Governador Dix Sept Rosado e Felipe Guerra, pertencente às terras do Tabuleiro Grande, foi igualmente invadido pôr uma tropa avançada do grupo de cangaceiros.

Segundo o agricultor Edmundo Paulino da Silva, estas casa abandonadas, já alteradas, teriam sido o local onde existiu a mercearia de Pedro Jurema, invadida por membros do bando, que só não atearam fogo em um comboio de algodão, por ordem de Lampião.

O lugar pertencia a Pedro Jurema, que tinha uma pequena mercearia no lugar. No momento da passagem do bando um pequeno grupo de comboieiros de algodão estava no local. Pedro Jurema jogou pela janela um saco com suas parcas economias e saiu pela mesma janela em desabalada carreira. Segundo Edmundo, Pedro Jurema fugiu e deixou “que seus fregueses se entendessem com os homens de Lampião”.

Os cangaceiros então invadiram a bodega, passaram a beber cachaça tranquilamente e a “aliviar” os comboieiros de seus pertences. Logo, movido pelo álcool, um dos cangaceiros teve a infeliz idéia de queimar o algodão transportado. Neste momento chega Lampião que interrompe a farra.

Ele prontamente cancela a ordem de tocar fogo no produto transportado elos comboieiros. Estes ficam muito agradecidos ao chefe do bando. Logo os transportadores de algodão começam a tanger seus animais e se afastam rapidamente do local.


Por Rostand Medeiros
Via Geraldo Fernandes - pesquisador felipense 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Subsídios históricos do Sítio Mulungu

Por Geraldo Fernandes 

Capela do Sítio Mulungu. Foto: Jotta Maria 

O Mulungu é uma das comunidades mais antigas do município de Felipe Guerra, sendo ela encravada dentro das datas do "Bom Sucesso". Os primeiros registros desta comunidade foram no dia 14 de janeiro de 1788, quando Domingos Fernandes de Sousa e Felix Antonio de Sousa recebiam uma concessão de Carta de datas e sesmaria passada pelo Capitão-Mór, José Barbosa Gouveia, dando-lhes trés léguas de terras de cumprido por uma de largura, começando no "Pau do Tapuio" e terminando estas terras do Bom Sucesso para parte do Jaguaribe já extremando com o Estado do Ceará. 

O nome Mulungu surgiu por conta da dita árvore, pois essas espécies de plantas chamadas popularmente de "Mulungu" ou "eritrina", era muito comum na nossa região. Ela encontrava-se facilmente em toda a chapada do Apodi. Seu tamanho pode variar muito, mas são árvores de médio à grande porte.

Uma das pessoas de maior destaque desta comunidade foi Elisa Ferreira de Freitas, para se ter uma ideia no ano de 1921, ela foi apontada pelo censo realizado através do Ministério da Indústria e Comércio, como sendo a primeira mulher a ser dona de todas as terras do Sítio Mulungu, uma das mais ricas da Ribeira do Apodi. Hoje essa comunidade é uma das mais próspera de nosso município,  haja visto que a mesma fica no meio da Br 405, com acesso para qualquer lugar do Brasil.  Uma das belezas daquela comunidade é o açude que fica no Riacho do Tapuio,  segundo estimativa, tal açude tem sua capacidade de armazenar 100 mil metros cúbicos de água. O açude foi construído em 1979, juntamente com a construção da Br 405. O padroeiro da vila  é São Francisco, e a capela foi construída no ano de 1962. 

Fonte: Censo do Ministério da Indústria e Comércio de 1921. 

Geraldo Fernandes é Historiador/Pesquisador, poeta e Membro da Academia Apodiense de Letras(AAPOL).

domingo, 16 de abril de 2017

A Instalação do Município de Felipe Guerra

Por Geraldo Fernandes*


No dia 25 de outubro de 1964, às 19 horas realizava-se a sessão de instalação do município de Felipe Guerra, sob a presidência do Sr. Isauro Camilo de Oliveira, prefeito do município de Apodi. Também estavam presentes os seguintes senhores: José Antônio da Silva, Dr. Eilson Gurgel do Amaral, Luiz Alves de Oliveira, e um grande número de populares. Após declarar aberta a sessão, o Sr. presidente, declarou instalado o município de Felipe Guerra, logo em seguida foi empossado para o cargo de prefeito municipal o Coronel da Policia Militar, José Antônio de Silva, nomeado por ato do Governador Aluízio Alves, de acordo com art. n°3 da lei n°3.041, de 27 de dezembro de 1963, conforme portaria de 16 de junho de 1964. Usou a palavra o senhor Eilson Gurgel do Amaral, tendo o senhor prefeito recém empossado usado a palavra para agradecer a homenagem, não havendo mais nada a tratar o senhor presidente deu por encerrada a presente reunião. 

Veja quem mais se encontrava presente nesse dia histórico do nosso município: 

JOSÉ FIRMO DO PATROCÍNIO, ARI ARES DE AMORIM, RAIMUNDO JULIÃO DE GÓIS, RAIMUNDO CABRAL, SIMÃO DE GÓIS, CÁSSIO GURGEL DE BRITO, PACIFICO PINTO BARRA, JOSÉ DIOGENES, FRANCISCO CHAGAS DA SILVA, MANOEL JOAQUIM DE SANTANA, FRANCISCO DE ASSIS GURGEL, DANIEL EUZÉBIO, LOURIVAL DE SOUSA BARRA, OLIVAR CARLOS BARRA, JOSÉ PINTO BARRA, JOEL CANELA FILHO, VALDOMIRO ALVES DA SILVA, PEDRO ALVES DA SILVA, BERENICE MACEDO, MARIA ALVANIR TAVARES, MARIA DE BRITO GUERRA, EROTILDE DE ALMEIDA, RAFAEL GURGEL DE BRITO, SEBASTIÃO PASCOAL DA COSTA, BENEDITO FRAGOSO, PAULO BARRA FILHO, JOAQUIM BARBOSA DE LIRA, FRANCISCO HENRIQUE DE OLIVEIRA, MANOEL VALENTIM DE OLIVEIRA, JOSÉ MARCOLINO, JOSÉ FIRMINO DE OLIVEIRA, RAIMUNDO GURGEL FILHO, JOSÉ RICARTE, SEBASTIÃO DOMINGOS DO ROSARIO, MARTINS SILVINO, MIGUEL JULIÃO DE GÓIS, PAULO FRANCISCO DO NASCIMENTO, MARIA RITA GURGEL, CÂNDIDO PASCOAL DA COSTA, JOSÉ MARIA DA SILVA.

Fonte: Ata da Câmara Municipal de Felipe Guerra do dia 25 de outubro de 1964. 

*Geraldo Fernandes é Historiador/Pesquisador, poeta e Membro da Academia Apodiense de Letras(AAPOL).

sábado, 1 de abril de 2017

A Família Ponciano

Por Geraldo Fernandes 



A numerosa família Ponciano do Sítio São Lourenço , tem suas origens na pessoa de Manoel Ponciano Bezerra, nascido em 1818 no dito lugarejo,  casado com Tereza Maria da Conceição tendo ela falecida no dia 13 de agosto de 1908, aos 90 anos de idade. Já Manoel Ponciano faleceu no dia 18 de setembro de 1905, com 86 anos.

O casal deixou os seguinte filhos: 

1° - Antonio Ponciano nascido em 1845 , casado com Lucia Bezerra

2° - Francisca Ponciano´, nascida em 1848, casada com Domingos do Rosário.

3°- Maria Ponciano, nascida em 1850 casada com Manoel do Rosário.

4°- José Ponciano, nascido em 1856 casado com Maria das dores

5° - João Ponciano, nascido em 1858 casado Maria da conceição

6° - Ana Ponciano , casada com Manoel Lopes

Fonte: 1° Cartório de Apodi, Vide livro 2, fls. 55.

Geraldo Fernandes  é Pesquisador, historiador e membro da Academia Apodiense de Letras 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Chico de Joca


No dia 17 de junho de 2013, uma segunda-feira morre na cidade de Mossoró o ex-vereador Francisco Ferreira Do Rosário(Chico de Joca). O ex-vereador e agricultor, Chico de Joca nasceu no dia 25 de março de 1926, e tinha 87 anos quando estava internado há 08(oito) dias, no Hospital Tarcísio Maia em Mossoró, vítima de um acidente doméstico. Tinha residência no Sítio Poço de Tilon, na divisa dos municípios de Apodi e Felipe Guerra, 

Francisco Ferreira do Rosário foi um dos primeiros vereadores deste município, ocupou a vereança do ano de 1965 até o ano de 1975.  Além disso, ele foi Presidente da Câmara Municipal no biênio 1975/1976.

Foi candidato a prefeito pela extinta ARENA (Aliança Renovadora Nacional) em 1976, tendo como vice o então vereador José Ribamar de Souza com total apoio do grande líder político da época e primeiro prefeito desta cidade, Dr. Eílson Gurgel do Amaral. Na campanha  saíram vitoriosos Francisco Chagas da Silva, conhecido como Titico de Adelino (prefeito) e Raimundo Luciano da Costa Pascoal. 

Fonte: Pesquisador Geraldo Fernandes. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O 1º poço petrolífero de Felipe Guerra


No dia 13/12/1987 foi descoberto o 1° poço petrolífero do Município de Felipe Guerra, denominado de Poço Xavier, com área de desenvolvimento de 9,4 km². O Poço localiza-se na Bacia Potiguar, no município de Felipe Guerra, a cerca de 52 km a sudoeste da cidade de Mossoró, mas teve seu início de produção no dia 31/01/1988. 

O escoamento da produção de Poço Xavier se dá por oleoduto, até a Estação Coletora Central de Leste de Poço Xavier (ECC-LPX), onde ocorre a separação dos fluidos e processamento primário, juntamente com a produção de outros campos. 

Toda a produção de gás e óleo é enviada por dutos até a Unidade de Tratamento e Processamento de Fluidos (UTPF) no campo de Guamaré/RN. A Previsão de Término da produção é no dia : 30/07/2025 

Fonte da Informação: Sumário Executivo de Uso Externo – Campo de Poço Xavier
Por Geraldo Fernandes - pesquisador felipense 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Haroldo Ferreira e Salomão Gomes são empossados Prefeito e Vice-Prefeito de Felipe Guerra


Em solenidade ocorrida neste domingo (1°), na câmara municipal de Felipe Guerra, Haroldo Ferreira e Salomão Gomes foram empossados Prefeito e Vice-Prefeito de Felipe Guerra. Antes da posse, aconteceu a eleição para a mesa diretora da câmara municipal, sendo eleito presidente para o biênio 2017 / 2018 o vereador Pedro Cabral Alves (Pedrinho de Albaniza), Vice-Presidente Luciano da Costa Pascoal (Ronaldo Pascoal), Marcos Áurelio 1° Secretário e Francisco Canindé de Menezes (Chicão) 2º Secretário.

Seguindo o rito da sessão, Prefeito e vice foram convidados para o plenário para fazer o juramento protocolar, momento que são bastante aclamados pelo público presente. Prefeito Haroldo Ferreira foi o primeiro a fazer o juramento, em seguida Salomão Gomes fez o dele. Após ambos fazerem o voto, o presidente da casa declarou-os empossados.


Em seguida, Salomão Gomes fez o seu primeiro discurso como vice-prefeito, em suas palavras, falou do novo desafio em ser vice e, do compromisso que firmou com a sociedade de Felipe Guerra quando eleito. “Honrarei cada compromisso firmado com a nossa sociedade, buscarei trazer sempre o melhor para todos”. Disse Salomão.

Pres da Câmara Pedro Cabral Pref Haroldo e o Vice Salomão

Haroldo, já como prefeito reeleito disse que ali não era momento de prestação de contas e sim de agradecimentos, o momento da prestação de contas seria na mensagem anual. Agradeceu a todos pelos votos que o levou a continuar como gestor do município e parabenizou o novo presidente da câmara, enfatizou ainda para que veio, disse ele. “ Eu não vim pra aqui pra ser prefeito, eu vim pra aqui, para ser gestor, eu vim para ser diferente, eu vim para fazer muito mais para o nosso povo, que ao longo de muitos anos foram esquecidos e nestes quatro anos já deixamos a nossa marca. Se o povo não entendesse a nossa mensagem nas ruas no pleito que passou, eu já saia com a consciência tranquila, do dever cumprido dos quatro anos que passei, mais não vai ficar por aí, queremos muito mais, porque vocês merecem, muito mais”.

*ASCOM de Felipe Guerra 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Conheça as belezas naturais de Felipe Guerra


A Caverna de Trapiá, em Felipe Guerra, é uma das maiores do Rio Grande do Norte e uma das maiores do país, com 2.330 metros mapeados.

O estado tem 323 cavernas cadastradas pelo Cecav/ICMBio, em média com trezentos metros. O tamanho de Trapiá é mais de três vezes superior ao da segunda no ranking estadual, com 730 metros, e ultrapassa o de uma das maiores grutas do Nordeste, a Ubajara, no Parque Nacional de Ubajara (CE), com 2.200 metros.

Segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo, a caverna descoberta em 2003 é a maior do Brasil em rochas formadas entre 144 e 65 milhões de anos atrás. Em seu interior há grande quantidade de fósseis de animais pré-históricos, como preguiças gigantes. A exploração também revelou "espeleotemas" incomuns, como helictites, velas e as primeiras flores de gipsita em cavernas do Rio Grande do Norte.

Fonte: O ECO - www.oeco.com.br

sábado, 19 de novembro de 2016

Joel Canela



Joel Canela de Oliveira, nascido no Sitio Santana, no município de Felipe Guerra, no dia 13 de julho de 1919, filho de Francisco Canela de Oliveira e Maria Alexandrina Canela. Joel foi um homem de grande destaque em Felipe Guerra/RN. Ocupou a Gerência dos Correios de Felipe Guerra. 

Foi eleito vereador de Felipe Guerra em 1976. Foi candidato a prefeito em 1982, perdendo para Raimundo pascoal. Foi candidato a vice prefeito em 1988, ao lado de Milton Soares perdendo para Hugo Costa. 

Umas das maiores paixão de Joel canela, era sem duvida andar  de motocicleta, por ironia do destino faleceu vitima de acidente de moto no dia 13 de outubro de 1990 em uma viagem que fazia para a cidade de mossoró. Como homenagem foi escolhido o seu nome, como patrono da Câmara Municipal de Felipe Guerra. Era o avô do ex-vereador Joel Canela de Oliveira Neto e bisavô da ex-vereadora Joedna Canela. 



Fonte: Geraldo Fernandes -Historiador, Pesquisador e membro da Academia Apodiense de Letras(AAPOL)

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Antonio Francisco de Oliveira

Foto: Antonio Francisco de Oliveira  - Patrono de Escola Estadual em Felipe Guerra/RN.

O Tenente Manoel João de Oliveira, era filho do capitão Manoel da Costa Travassos e de Maria Leandra Martins de Mácedo. Casou-se com Antônia Maria de Jesus, filha do Alferes José Fernandes Pimenta, que residia no Sítio Brejo do Apodi pertencente nas "Datas do Boqueirão",  onde eram proprietários.  Abastado teve vários filhos entre eles o Tenente Coronel Antonio Francisco de Oliveira que nasceu no Sítio Brejo do Apodi,  no dia 10 de dezembro de 1784, e faleceu em 19 de março de 1871, deixou numerosa família.  Antonio Francisco de Oliveira teve 25 filhos ao todo, entre seus três matrimônios uma de suas filhas chamava-se Caetana Gurgel de Oliveira,  a mesma casou com seu tio Tibúrcio Valeriano Gurgel do Amaral. 

Fonte:  Livro Caraúbas Centenária,  de Raimundo Soares de Brito
Por Geraldo Fernandes - Pesquisador felipense.

domingo, 13 de novembro de 2016

Origem da Família Ramalho

Por Geraldo Fernandes 

Brasão da Família "Ramalho" 

A Família Ramalho é uma antiga e importante família, de origem portuguesa, estabelecida em São Paulo, para onde passou João Ramalho, de Viseu, Capitão Mor de São Paulo, 1562, filho de João Vieira Maldonado e de Catarina Afonso. Casado em Portugal, em 1510, com Catarina Fernandes, chegou à S. Vicente, antes de 1513. Fundador, em 1550, da povoação de Santo André da Borda do Campo. A nobreza paulista se entrelaça na descendência de João Ramalho, que teria vivido mais de 90 anos. João Ramalho foi descrito por escritores, cronistas e cartas de jesuítas. O soturno degredado fugitivo ou náufrago João Ramalho tinha, entre muitas concubinas, a índia Bartyra, portanto sem o controle de registro. Dizem os historiadores que algum membro dessa família veio para Pernambuco e depois para a Paraíba e Rio Grande do Norte. 

A Família Ramalho na nossa região tem suas origens em José Ramalho do Espirito Santo pois o mesmo recebeu uma data de Sesmaria na Várzea do Apodi em 13 de agosto de 1783, essa dita data está encravado na antiga "DATA DE SOBRA DO RAMALHO”, como era conhecida a partir dai a família se espalhou para toda região especialmente no sitio Língua de Vaca e Pedra de Abelhas, e Caraúbas. 

(FONTE: SESMARIAS DO RN - 4º Volume - Coleção Mossoroense/ FVR - Março de 2000

COMO A FAMÍLIA RAMALHO CHEGOU AO DISTRITO DE PEDRA DE ABELHA?

Nos fins do século XX, o jovem Valério Pedro ramalho, que era filho de Manoel Pedro Ramalho e Maria Procópio da Conceição  nascido no Sitio Língua de Vaca, pois Valério Pedro veio para o Distrito de Pedra de Abelha , formando um matrimonio com Maria Marques de Sena , sendo ela filha de Sebastião de Sousa Barra e Capitolina Marques de Sousa. Acontece que a mulher de Valério Pedro ramalho, Dona Maria Marques de sSena faleceu no Sitio Boqueirão no dia 18-6-de 1915, deixando os seguinte filhos:

1°Sebastião José Ramalho 
2° Tereza 
3° Cândido José Ramalho 
4° José batista ramalho 
5° Maria Salomé ramalho 
6° Isauro 
7° Raimunda 
8° Amélia 
9° Sebastiana 
10° Alzira 
11°Luísa

Fonte:  Registro de Óbitos de 1915 (fls ,68,69 v)

*Geraldo Fernandes é Historiador e pesquisador

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

História da Igreja de Cristo em Santana

*Por Geraldo Fernandes


Igreja de Cristo do Sítio "Santana", em Felipe Guerra/RN. Foto: Edvaldo Barbosa 

A Igreja de Cristo no Brasil conhecida também somente como Igreja de Cristo teve início no Nordeste, na cidade de Mossoró (Rio Grande do Norte). Organizada em 13 de dezembro de 1932 por membros oriundos da Assembleia de Deus naquela mesma localidade, os quais entregaram suas credenciais de ministros àquela Igreja, por discordarem de determinados pontos doutrinários.

A denominação surge de uma divergência entre os dois missionários da Assembléia de Deus no Nordeste (Samuel Nysrtron e Gunnar Vingren) com respeito a salvação pela graça por meio da fé, sem a necessidade de méritos próprios (ou seja: sobre se é necessário fazer algo a mais do que acreditar em Jesus Cristo para ser salvo), e a segurança eterna do crente genuíno. A divergência foi evidenciada em algumas publicações, a qual se tornou tema de convenções.

Com essas publicações contraditórias um grupo de religiosos elegeu o Pr. Manoel Higino de Souza, para fazer uma carta ao missionário Nils Kastberg, pedindo para marcar uma convenção onde ele achasse melhor, a fim de que estudassem esses pontos doutrinários.

Enviaram, então, uma carta solicitando a convenção. Em 20 de maio um grupo de dissidentes passou a se reunir em Mossoró para estudos bíblicos, oração e outras práticas, esperando uma resposta divina. Somente em 13 de dezembro de 1932 receberam uma carta, assinada pelo missionário Nils Kastberg, negando a realização da convenção. Na carta o sacerdote dizia “estar de acordo com os ensinos da salvação condicional, e quem estivesse aborrecido que saíssem para onde quisessem...” .

Diante do impasse, diversos pastores, presbíteros e evangelistas resolveram entregar suas credenciais de ministros e fundaram, no mesmo dia, a nova instituição. Inicialmente a denominação surge com o nome de Assembléia de Cristo e em 1934 passou ao nome definitivo de Igreja de Cristo. Para que os membros não confundissem Igreja e Templo os líderes da igreja decidiram usar o nome de Casa de Oração da Igreja de Cristo na frente dos templos. 

Os Líderes iniciais

Pastores:

- Manoel Higino de Souza
- João Vicente de Queiroz
- Gumercindo Medeiros
- Eustáquio Lopes da Silva

Presbíteros:

- Cândido Barreto
- Tomaz Benvindo

Evangelistas:

- João Morais
- Domingos Barreto
- Francisco Alves 

A Igreja de Cristo

Fundação da Igreja de Cristo no Sitio Santana

Depois da divisão da Assembleia de Deus em Mossoró, os Lideres Manoel Higino de Souza - João Vicente de Queiroz- Gumercindo Medeiros- Eustáquio Lopes da Silva , vieram várias vezes no Sitio Santana, afim de construir um templo evangélico na dita comunidade, acontece que somente no final de 1939  é que os lideres da Igreja de Cristo , finalmente encontrou no Sítio Santana a resposta positiva para que foce construída o templo evangélico. 

Como todos sabe a igreja de Cristo da Comunidade de Santana é a quarta Igreja de Cristo mais velha do Brasil, teve ela seu inicio de construção em 1940, pelo construtor Antonio Caboclo, mas somente no dia 28 de agosto de 1946 é que se realizava o primeiro culto evangélico no novo templo. Os fundadores dessa igreja na nossa comunidade foram: (João Cassimiro "Juá",) Aristides Barbosa, Thiago Valentim, Manoel de Líbano, Abel Gomes Duarte, Manoel Valentim Sobrinho. Acontece que a enchente do ano de 1961,  mais precisamente no dia 12 de abril daquele ano,  por volta das 12 horas do dia,  a Igreja de Cristo não suportou a cheia e caiu.

O RECOMEÇO

Quando as águas baixaram, os crentes e os moradores da comunidade aproveitaram as telhas, as carnaúbas e os tijolos e construíram um novo templo, onde de pronto o proprietário Mundinho de Paulo, fez doação do terreno, e no dia 28 de janeiro de 1961 o novo templo já estava de pé para ser reinaugurado e o pregador foi o pastor Pedro Queiros.

*Geraldo Fernandes é Pesquisador e Historiador felipense. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Logomarca do segundo governo de Braz Costa(2009-2012)

Prefeitura de Felipe Guerra "Trabalhando Sempre", logomarca do segundo governo de Braz Costa, prefeito de Felipe Guerra de 2009 a 2012. 

sábado, 15 de outubro de 2016

Resultados do pleito de Felipe Guerra urna por urna

Eleições municipais de 02 de outubro de 2016 

prefeito Haroldo Ferreira - Candidato a reeleição pelo PSB 40 


médico Victor Costa - candidato a prefeito pelo PSD 55. 

seção 47 -  Haroldo 167 votos--- Victor costa 165 votos
seção 48  - Haroldo 171 votos--- Victor Costa 163 votos
seção 49  - Haroldo 204 votos ----Victor Costa 144 votos
seção 50 - Haroldo 198 votos ----Victor Costa 148 votos
seção 51  - Haroldo 190 votos ----Victor Costa 156 votos
seção 52  - Haroldo 144 votos ---- Victor Costa 114 votos
seção 53  - Haroldo 182 votos ----Victor Costa 161 votos
seção 54 -  Haroldo 184 votos ----Victor Costa 147 votos
seção 55  - Haroldo 201 votos ---Victor Costa 152 votos
seção 56 -  Haroldo 167 votos ---Victor Costa 176 votos
seção 57  - Haroldo 190 votos ----Victor Costa 162 votos
seção 58  - Haroldo 197 votos --- Victor Costa 150 votos
seção 107 - Haroldo 215 votos --Victor Costa 162 votos
seção 108  - Haroldo 203 votos--- Victor Costa 172 votos
seção 109 -  Haroldo 200 votos --Victor Costa 167 votos
seção 110 -  Haroldo 199 votos --Victor Costa 162 votos
seção 114  - Haroldo 202 votos --Victor Costa 155 votos
seção 150 -  Haroldo 252 votos-- Victor Costa 149 votos

HAROLDO FERREIRA  - TOTAL GERAL 3,466 VOTOS
VICTOR COSTA  - TOTAL GERAL 2,805  VOTOS 

Maioria de  Haroldo foi  de 661 votos.

Fonte: TRE(Tribunal Regional Eleitoral) 

Por  Geraldo Fernandes - pesquisador felipense. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Dr. Eilson Gurgel - 1º Prefeito de Constitucional de Felipe Guerra



DR. EILSON GURGEL DO AMARAL, natural do povoado de "Brejo de Apodi", na época pertencente ao município de Apodi,  e atualmente encravado no municipio de Felipe Guerra/RN. Era filho de Tilon Gurgel do Amaral(ex-prefeito nomeado de Apodi). 

No ano de 1965, na primeira eleição municipal de Felipe Guerra, Dr. Eilson Gurgel, foi eleito o primeiro prefeito constitucional do município de Felipe Guerra, em substituição ao prefeito interino José Antônio, (prefeito nomeado pelo então governador Aluízio Alves). Eilson Gurgel governou Felipe Guerra de janeiro de 1965 a janeiro de 1970. 

Faleceu em Natal/RN, no dia 11 de novembro de 2007. É Patrono do Hospital Municipal de Felipe Guerra. 

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